quarta-feira, 23 de junho de 2010


O que é a agricultura familiar?

A agricultura brasileira tem sido costumeiramente subdividida dicotomicamente de acordo com características sócio-econômicas e tecnológicas. Ao longo do tempo tem-se distinguido a agricultura de subsistência, ou a pequena agricultura, ou agricultura de baixa renda da agricultura comercial ou empresarial. Mais recentemente a dicotomia passou a caracterizar-se em termos de agricultura familiar e patronal. Para Abramovay
[1] a agricultura familiar não emprega trabalhadores permanentes, podendo, porém, contar com até cinco empregados temporários. Agricultura patronal pode contar com empregados permanentes e/ou temporários.
Homem de Melo operacionaliza o conceito de agricultura familiar como as propriedades com menos de 100 hectares. Com isso, englobam-se nessa categoria as chamadas agricultura de subsistência, a pequena produção, ou campesinato. Para o INCRA
[2], a agricultura familiar atende a duas condições: a) a direção dos trabalhos do estabelecimento é exercida pelo produtor, e b) o trabalho familiar é superior ao trabalho contratado.
O Censo Agropecuário de 1995/96 identificou a existência de 4.859.865 estabelecimentos agropecuários no Brasil, com uma redução de 941.944 estabelecimentos relativamente ao levantamento de 1985. As propriedades com menos de 100 hectares, consideradas familiares, reduziram-se de um total de 5.225.162 em 1985 para um total de 4.318.861 em 1995, ou seja, ocorreu uma diminuição de 906.301 propriedades familiares (17%). Trata-se de fato deveras preocupante que num país preocupado com o assentamento de novos possíveis agricultores, tenha perdido numa década contingente tão expressivo de produtores rurais de fato.

[1] Abramovay, R., “Agricultura, Diferenciação Social e Desempenho Econômico”. Projeto IPEA-NEAD/MDA – Banco Mundial, São Paulo, FEA-USP, 2000, citação à p. 03.
[2] INCRA, Novo Retrato da Agricultura Familiar: O Brasil Redescoberto, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Brasília, Fevereiro de 2000.

A codorna (Brasil) ou codorniz (Portugal) da espécie (Coturnix coturnix) é um membro da ordem dos galliformes. No entanto, algumas espécies do grupo dos Tinamiformes também são popularmente chamadas por esse nome.
[
editar] Características
A codorniz é um animal muito domesticável. Este animal é, as vezes, dócil. Sua alimentação, quando domesticada é a ração para codornas, que é concentrada com
trigo, farelo de milho, carne moída etc. Alimenta-se sobretudo de sementes, folhas e insetos. Existe um outro tipo de codorna pouco conhecida: a codorna albina, totalmente branca com um detalhe amarronzado na nuca. Além disso acontecem muitos casos raros de codornas chocarem ovos, pois, quase sempre elas não chocam ovos.

A galinha, bem como o galo, são respectivamente a fêmea e o macho da espécie Gallus gallus domesticus de aves galiformes e fasianídeas. Os juvenis são chamados de frangos, e os filhotes, de pintos, pintainhos (português europeu) ou pintinhos (português brasileiro). Estas aves possuem bico pequeno, crista carnuda e asas curtas e largas. A galinha tem uma enorme importância para o homem sendo o animal doméstico mais difundido e abundante do planeta e uma das fontes de proteína mais baratas. Além de sua carne, as galinhas fornecem ovos. As penas também tem utilizações industriais. Segundo dados de 2003, há cerca de 24 bilhões de galinhas no mundo. Em alguns países da África moderna, 90% dos lares criam galinhas. As galinhas são aves omnívoras, tendo preferência por sementes e pequenos invertebrados.
As galinhas são uma importante fonte de alimento há séculos. As primeiras referências a galinhas domesticadas surgem em cerâmicas
coríntias datadas do século VII a.C. A introdução desta ave como animal doméstico surgiu provavelmente na Ásia, de onde é nativo o galo-banquiva (Gallus gallus). Apesar de os romanos terem desenvolvido a primeira raça diferenciada de galinhas,[carece de fontes?] os registros antigos mostram a presença de aves selvagens asiáticas na China desde 1400 a.C. Da Grécia Antiga, as galinhas espalharam-se pela Europa e os navegadores polinésios levaram estes animais em suas viagens de colonização pelo oceano Pacífico, incluindo a Ilha da Páscoa. A proximidade ancestral com o homem permitiu o cruzamento destinado à criação de diversas raças, adaptadas a diferentes necessidades.

A agricultura é um setor econômico que influencia de forma muito significativa no desenvolvimento do Brasil. Seus objetivos principais são: - aprovisionar os habitantes das cidades - conceber excedentes para a exportação - gerar matérias-primas para fabricar álcool, e combustível alternativo brasileiro, e para favorecer as indústrias. Parte da economia brasileira depende da agricultura, pois este é um setor que gera empregos para 22% da população ativa*, 20% das exportações são de produtos agrícolas, 12 do PIB (Produto Interno Brasileiro) são representados pela agricultura. Apesar de o Brasil possuir ótimas condições, desde o clima até o solo, não chega ser um país auto-suficiente, produtos como, por exemplo, o trigo, que é proveniente de países estrangeiros, para ser cultivado no Brasil, possui um valor muito elevado, além disso, muitos produtos são produzidos exageradamente para atender a demanda externa, e toda essa situação exige muito investimento.

Segundo relatório da FAO (entidade da ONU para a agricultura e alimentos), pela primeira vez na história, mais de 1 bilhão de pessoas estão subnutridas no mundo inteiro.“É óbvio que ninguém propõe, aqui, a destruição das máquinas e a volta à agricultura rudimentar como solução para a fome. Trata-se de fazer exatamente o oposto: colocar a máquina a serviço do ser humano. Para isso, comida teria que deixar de ser tratada como commodity, artigo de especulação negociado em mercados futuros, sem qualquer relação com a demanda real da população. O comércio da comida deveria ser submetido ao primado da segurança alimentar, priorizando o ser humano e não o lucro.Mas, no pé em que está o “mercado globalizado”, a FAO há tempos admite a barbárie: a Cúpula Mundial da Alimentação definiu, em 1995, o objetivo de reduzir pela metade, até 2015, o número de pessoas que passam fome no mundo. E o que fazer com a outra metade? Atenção: estamos falando de 500 milhões de seres humanos condenados à morte por fome (isto é, se fosse mesmo possível mitigar as demandas de proteína da outra metade, hipótese cada vez mais longínqua).É esse, concretamente, o contexto em que atuam a Cutrale (grileira de terras públicas, exportadora de suco de laranja e superexploradas do trabalho de seus empregados) e outras agroempresas. Elas não têm nada que ver com a “alimentação do povo brasileiro” ou de quaisquer outros povos, como quer fazer crer a asquerosa campanha de mídia destinada a criminalizar o MST pela ocupação das terras da Cutrale. São empresas que se destinam ao ramo da especulação financeira, como qualquer banco ou corretora da bolsa de valores, com o agravante de que operam com uma mercadoria sagrada, o alimento, e exploram aquilo que deveria ser tratado como um bem comum: a terra.A “mídia gorda” e seus especialistas ocultam a profunda, total e inegável relação entre a especulação com o alimento e a tragédia que envolve 1 bilhão de seres humanos famintos (e mais de 2 bilhões em estado de subnutrição e expostos a todo o tipo de doenças e epidemias causadas pela falta de proteínas). Eles produzem, assim, uma total inversão de valores: são criminosos os que lutam em defesa do mais sagrado dos direitos humanos, o direito à vida, e são tratados como vítimas (e heróis) os monstros, os carrascos, os que especulam com a comida. Não há limite para a canalhice.A “mídia gorda” fez absoluta questão de ocultar a reivindicação central do MST no “caso Cutrale”: a formação de uma comissão de investigação, integrada por personalidades respeitadas por toda a sociedade, para apurar a verdade dos fatos. Os donos da mídia sabem que isso não pode acontecer. Não está em jogo, apenas, saber se o MST destruiu ou não meia dúzia de pés de laranja, mas sim o significado do agronegócio para o Brasil e para o mundo. 1 bilhão de mortos vivos serviriam de testemunha de acusação em tal julgamento.”
Depois de muitas décadas de intensificação agrícola, com importantes prejuízos ambientais, a agricultura orgânica busca ser uma aproximação da agricultura à ecologia recuperando técnicas tradicionais.

“Seja nosso cuidado conhecer previamente os ventos e o clima de um lugar; as culturas usadas na região e a natureza dos terrenos; que frutos cada região produz e quais cada uma recusa. E não contentes com a autoridade dos agricultores, anteriores ou atuais, desenvolveremos nossos próprios métodos e tentaremos novas experiências”
Dos trabalhos do Campo de Lucio Júlio Moderato Columela, Séc. I
A transição da técnica da catação itinerante de alimentos para suprimir as necessidades alimentares, para a técnica do cultivo provocou alterações profundas no modo de vida dos povos, pois levou ao sedentarismo, à estruturação social em crescente de complexidade, às trocas e ao comércio, e a novas ocupações fora da agricultura ou da obtenção de alimentos.
A agricultura atua sobre o meio alterando as relações entre os seres vivos e permitindo a obtenção de recursos de natureza diversa, principalmente alimentares.
Esta alteração, levada a efeito pelo Homem em proveito próprio, pode ser feita de forma mais ou menos intensiva, com maior ou menor respeito pelo equilíbrio natural, com maior ou menor grau de proteção e melhoria do meio ambiente e da qualidade de vida.
Durante muito tempo as técnicas utilizadas respeitaram o solo, a fertilidade, a diversidade e a qualidade das produções, selecionando e/ou domesticando variedades e raças. Face a novas tecnologias, desde o início do século, mas sobretudo nas últimas décadas, conseguiram-se obter produções muito elevadas com elevadas utilizações de recursos disponíveis, sem limitações nos impactos negativos deste tipo de atuação, algumas vezes irreversíveis ou de difícil recuperação, isto é, atuou-se de forma não sustentável.
Com o objetivo de contrariar esta forma produtivista, surgiu uma forma de agricultura alternativa que tende a aproximar a agronomia da ecologia, recuperando técnicas e práticas tradicionais, mas tendo presente algumas das novas tecnologias.
A agricultura orgânica é um sistema de produção que visa a manutenção da produtividade do solo e da cultura, para proporcionar nutrientes às plantas e controlar parasitas e doenças, com utilização preferencial de rotações de culturas, adição de sub-produtos agrícolas, estrumes, leguminosas, detritos orgânicos, rochas ou minerais triturados e controle biológico de pragas, evitando-se assim o uso de fertilizantes e pesticidas de síntese química, reguladores de crescimento e aditivos nas rações.
Num solo sem cultivo a evolução ao longo do tempo faz parte do processo de sucessão ecológica, isto é, do aumento progressivo de organização que se dá nos ecossistemas naturais.
Uma vez alcançadas as condições de equilíbrio o solo funciona como reserva nutritiva. O equilíbrio entre os diferentes organismos do solo e a sua interação com a matéria orgânica e com as partículas minerais, implica a formação de estruturas organo-minerais que estabilizam a humidade e regulam a libertação de nutrientes para as plantas. Quando um solo é utilizado em agricultura de forma mais intensiva, os equilíbrios modificam-se e as estruturas degradam-se, empobrecendo-o.
As técnicas utilizadas na agricultura biológica ou orgânica implicam uma boa percepção do meio ambiente à exploração que se efetua, notadamente:

Por mais estranho que possa parecer, o semi-árido brasileiro não é uma terra ruim para a atividade agrícola. Grandes extensões planas boas qualidades atmosféricas para culturas como a da uva, por exemplo, e vastas reservas de água de qualidade nas profundezas da terra; dão a esse lugar tão desprezado de nossa geografia um caráter de alto produtor de frutas e de alimentos em geral quando sanamos os problemas envolvidos na obtenção de água.
Visando transformar as propriedades rurais dessa região do país em áreas de produção de alimentos e em terras férteis para a agricultura de diversas variedades vegetais, o governo brasileiro e algumas ONG’s vêm realizando projetos de pesquisa e implementando a prática da agricultura sustentável nessas pequenas e médias propriedades do semi-árido.
Assim, qualificando e formando uma boa quantidade de mão de obra capacitada a entender e aplicar seus conhecimentos sobre sustentabilidade na agricultura, essas populações promovem verdadeiras e impressionantes transformações em suas propriedades, antes seca e poeirentas. Ganham os habitantes do semi-árido, ganha o país e ganha a população local com a criação de novas frentes de trabalho e a melhoria das condições gerais de vida da sociedade da região.
Ao invés de voltarem-se única e exclusivamente para a cultura de subsistência e de basicamente “comerem poeira” ano após ano; a aplicação das técnicas de sustentabilidade na agricultura dessas regiões semi-áridas; potencializa os ganhos dessas famílias e as introduz num contexto totalmente novo de comercialização de excedentes de produção e, conseqüentemente de uma vida melhor e muito mais feliz e produtiva.
Hoje; graças a essas técnicas de sustentabilidade aplicadas à agricultura do semi-árido brasileiro. As famílias deixaram para trás as parcas colheitas de feijão, milho e palma; para produzirem e comercializarem hortaliças, frutas e produzirem vinho (além da criação de rebanhos mais saudáveis e economicamente viáveis). As principais barreiras para a implantação dessas técnicas de sustentabilidade na agricultura do semi-árido brasileiro são, principalmente, a baixa cultura geral da população rural local e os baixos índices de escolaridade. Mesmo assim, ao observarem os exemplos palpáveis e os resultados assustadoramente positivos daqueles que já adotaram essas práticas em suas próprias propriedades; o desejo de ingressar nos projetos e participar ativamente de tudo é algo que supera qualquer expectativa contrária.
Ensinar as técnicas corretas; criar a consciência de que as queimadas e o uso indiscriminado de agrotóxicos são erros que danificam e destroem a terra, os lençóis de água e reduzem, em longo prazo, a qualidade e a quantidade das safras; além de dar condições ao sertanejo do semi-árido para que ele melhore suas condições de instrução e de educação geral, são os procedimentos-chave que proporcionarão a recuperação de grandes áreas, hoje secas e abandonadas, e transformá-las em áreas produtivas e totalmente auto-suficientes. Gerando riquezas, divisas e felicidades para o povo simples e hospitaleiro do nosso sertão.
Analisar e perceber as particularidades de cada região e os aspectos da biodiversidade e da ecologia local são fatores indispensáveis para proporcionar uma adesão e um menor impacto das atividades agrícolas numa área normalmente muito susceptível ao impacto devastador de pesticidas e do uso de técnicas incorretas de plantio. A única saída para garantir bons lucros e boas condições de vida no semi-árido brasileiro é a difusão e aplicação das boas práticas de sustentabilidade na agricultura e na conscientização do homem do semi-árido para o seu real valor e sua real importância na geografia e na realização econômica de nossa nação.